O I Seminário em Gênero e Diversidade na Escola, II Colóquio de Comunicação e Artes: Políticas do Corpo e III Simpósio sobre Gênero e Diversidade, terão como pré-evento, participação na mesa de debate ‘Mapa da violência 2015’, realizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) e Marcha das Vadias do Amapá. O debate acontecerá nesta sexta-feira, 27, ás 17h na biblioteca central da UNIFAP.
A professora e coordenadora do projeto Políticas do Corpo, Lylian Rodrigues, levará experiências em comunicação que constroem olhares sobre a cartografia da violência, a internet como possibilidade experimental de produção de pesquisa e atividade de extensão (MALINI, Fábio – LABIC UFES), especialmente vinculado a cultura local, relatando a experiência vivida pelos grupos Políticas do Corpo e Gênero e diversidade, na Unifap. Levando também o debate, de como a circulação de prints, links, textos e imagens nas redes sociais facebook e whatsapp, assim como os corpos, em ocupação ou circulação, constroem uma teia interessante para se olhar e analisar a violência na instituição.
DANDARA VIVE?
“Mulher é encontrada morta dentro de casa” A violência de gênero no Brasil é exorbitante ao ponto de triplicar na ultima década em algumas regiões do país, como, na Paraíba que o aumento foi de 343,9%. Ao todo 54% dessas mulheres são negras segundo o Mapa da Violência. Frases como a citada acima são reproduzidas aproximadamente 4 vezes por dia em noticiários diferentes, consequentes da cultura da misoginia e do sexismo.
O Mapa da Violência 2015 trouxe uma questão de séculos à tona, mas que começou a ser questionada no Brasil há pouquíssimo tempo considerando que a figura do feminino é marginalizada desde o berço da história e a primeira lei para proteger a mulher no Brasil foi sancionada em agosto de 2006, Lei Maria da Penha. A persistência e ainda o aumento dos casos de violência contra a mulher promoveram debates e grandes lutas dos movimentos sociais feministas, em 2015 seria sancionada a Lei do Feminicídio, que caracterizaria crime hediondo quando a vitima estivesse em situação de vulnerabilidade, vulnerabilidade esta questionada por muitos, já que biologicamente a condição do sexo masculino por si só já deixa a mulher vulnerável.
Em 2013 o Brasil ocupou o 5° lugar do País que mais matou mulheres no mundo, e a estimativa é que essas mulheres sejam na grande maioria negras com idade entre 18 e 30 anos e sofram a violência letal no próprio domicilio pelo cônjuge. O índice maior de homicídio se concentra na região sudeste do país tanto para homens quanto para mulheres.
Antes da violência letal, a vítima sempre passa por outros tipos de violência, e a mais reincidente é a física, mas também acontece psicológica, sexual, econômica e por aí cresce o numero de mulheres agredidas diariamente.
Houve um declínio nos registros de violência contra mulheres brancas, enquanto a violência contra a população feminina negra duplicou em 10 anos passando de 1.864 para 2.875.
Todas as informações apresentadas estão contidas no Mapa da Violência 2015, desenvolvido por Julio Jacobo Waiselfisz pela FLACSO Brasil.
Serviço
Data: 27/11/2015
Horário: 17:00
Local: Auditório da Biblioteca Central / UNIFAP
Mesa de debate: Mapa da violência 2015: Um olhar para as desigualdades de gênero e raça (Realização: NEAB e Marcha das Vadias)
Anália Ramos
Acadêmica do Curso de Jornalismo UNIFAP
Nenhum comentário:
Postar um comentário